Ser Igreja é quebrar barreiras sociais

por Furoa

As chamadas “igrejas” de hoje estão muito preocupadas com o número de membros que têm, como tudo no capitalismo. Não digo que é errado querer ver o maior número de pessoas tendo uma mudança de vida, pelo contrário, isso é completamente certo. Paulo, o apóstolo, disse que é a vontade de Deus que todos os homens e mulheres sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade (1Tm 2:4). O problema é quando a quantidade se torna um fim em si mesma. Mais importante do que o número de professos cristãos, é a existência de verdadeiros cristãos. “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Jesus, em Mateus 7:21).

Um dos métodos mais usados por aqueles que defendem o crescimento insano do número de membros é o uso de igrejas segregacionais, ou seja, uma igreja para jovens, uma para roqueiros, outra para a classe média, outra para negros, uma para cada tipo de pessoa. Porém isso vai contra um dos princípios centrais do cristianismo: o da unidade de todos os cristãos, formando o que a Bíblia chama de Igreja, que é o “corpo” de Cristo, completamente diferente do que chamamos de igreja atualmente.

O apóstolo Paulo escreveu aos cristãos de Corinto e  Roma:

“Irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo suplico a todos vocês que concordem uns com os outros no que falam, para que não haja divisões entre vocês, e, sim, que todos estejam unidos num só pensamento e num só parecer” (1Co 1:10);
“Assim como cada um de nós tem um corpo com muitos membros e esses membros não exercem todos a mesma função, assim também em Cristo nós, que somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros” (Rm 12:4-5).
Este texto é um enorme resumo de todo o conteúdo, porém só a partir do que já foi dito fica claro que o cristianismo é algo que vai além da cultura, que quebra barreiras sociais e que pregar o evangelho não é inserir nossa cultura em outra pessoa.
Para entender mais sobre o assunto, recomendo o livro O que é missão integral?, de René Padilla.
Anúncios