Relatos de um ex-escravo

por Furoa

Já fui escravo. Já achei que tudo o que importa era bater cartão na igreja e não me misturar com quem pensa diferente. Já achei que mais vale a pessoa acreditar em algumas coisas do que viver de um jeito bom. Já achei, inclusive, que só as pessoas como eu terão um final feliz (que orgulho o meu!)

Não fui só escravo da religião. Fui escravo da mídia. Já concordei com tudo o que diziam os jornais e ainda me gabava por isso.

Também já fui escravo do consumo. A mídia dizia que eu precisava comprar e a sociedade inteira concordava com um coro: “compre!”. E eu cedi, mas junto com meu dinheiro, foram também minha felicidade e amor pela vida.

Jesus disse: “se o filho os libertar, vocês serão realmente livres (João 8.36).” Ele disse isso porque seu objetivo era libertar as pessoas de todas as amarras — tanto religiosas quanto sociais. Enquanto a religião nos aprisiona, Jesus nos ensina a nos conectar com o Pai sozinhos e em qualquer lugar. Enquanto a sociedade nos escraviza, Jesus nos ensina a libertar os oprimidos.

Eu ouvi o verdadeiro Jesus e hoje tenho minha alforria. Me libertei da religião, da mídia e do consumismo. E como um ex-escravo posso dizer com toda a certeza: a prisão é a pior coisa do mundo.

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